Ser normal é muito fácil, prático. Mas ser anormal, conscientemente, é muito complicado, difícil de assimilar mesmo.
Mas isso foi algo que me ocorreu há alguns dias, e graças ao novo 'blogger' foi salvo automaticamente. Ah sim, eu tenho um comentário pra fazer desde a primeira postagem... o blogger tá béeemmm melhor.
Mas divagando pra lá e pra cá, eu lembrei de algumas coisas, como do Alberto Caeiro...
"num sentimento de febre de ser para além doutro oceano, houve posições dum viver mais claro e mais límpido e aparências duma cidade de seres, não irreais mas lívidos de impossibilidade, consagrados em pureza e em nudez, fui pórtico desta visão irrita e os sentimentos eram só o desejo de os ter...."
fez sentido pra você? não? então tá bom... é que fazer sentido pra qualquer um é isso... normalidade.
As únicas coisas que fazem sentido é tudo aquilo que gira em torno das atualidades, que todo mundo viu. O Jabor sacanear nas suas crônicas é legal. E é normal também. Imagina se ele fala do pai dele em alguma crônica no jornal da noite, se ele apresenta aquela em que ele narra quando foi pro hospital com o pai. O Jabor não é só aquilo. O Jabor é normal quando divaga sobre política e economia. Até nisso eu sou normal.
Mas essencialmente, ele é tão anormal quanto eu.
"Essencial: que é próprio, inseparável, de algo ou alguém. básico, fundamental, acessório necessário, indispensável, da natureza da essência, a coisa principal.
Essência: conjunto de características que dão uma identidade a um ser ou coisa, a idéia central, óleo aromático extraído de certos vegetais."
(isso aí foi tirado do Houaiss; e a única parte em negrito é proposital)
Por isso somos seres tão medíocres, precisamos da limitação, da delimitação. Não nos permitimos divagação. Ir e vir.
ouvindo Dream Theater, I walk beside you.
Um comentário:
Patrícia, você está se superando, sendo cada dia mais divagadora, encantadora, seduzindo pelas palavras.
Beijos.
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