27.9.07

Pieguisse comanda!

Como já falei em outros textos, eu consigo falar de muita coisa, consigo parecer santa, imponente, ou muito inteligente...
mas de verdade, eu nunca sei o que estão pensando de mim, e sempre penso que estão pensando que eu sou uma boba, uma criança, séria, mal-humorada, calada... sei lá... mas nunca penso que pensam "waw... ela é incrível"... eu sei lá o que as pessoas pensam de mim!
E posso enlouquecer tentando decifrar... às vezes eu também penso que elas podem nem mesmo me perceber, posso passar sem que ninguém note.
Também não sei o que se passa na cabeça de ex-namorado... talvez eles se sintam felizes por terem me deixado pra trás...
Mas eu me lembro que eu era bem... a palavra não é fria... mas eu era distante, procurava não buscar vocabulário pra ficar me declarando, eu simplesmente agia como se fosse uma amiga... pelo menos eu acho assim... talvez eu esteja enganada. Mas é fato que eu me tornei amiga da maior parte deles, quase todos, amiga pra valer, de conseguir sair pra conversar e jogar conversa fora. Na verdade, sair com homens não é problema nenhum. É como eu sempre digo, eu sou café com leite.
Ás vezes eu até acho que posso ser amiga de todos os homens do mundo. Mulheres também. Já entendi que relações femininas implicam em muita inveja, inveja da roupa, do sapato, do namorado, da maneira de agir... e penso que isso ou é inveja ou é falta de criatividade na personalidade.
Hoje eu estava relendo Huberto Rhoden, sobre correntes de pensamentos a respeito da felicidade, e passei a me perguntar quais são as minhas dúvidas em ser feliz. Muita gente não é feliz por não ter determinadas roupas, por não terem determinados tipos de homens aos seus pés. Se preocupam tanto com os outros que são incapazes de darem uma olhada no próprio umbigo e definir de que tamanho é o universo próprio... que a minha vida acontece quando estou fora do trabalho, ou nos fins de semana... que a minha maior preocupação em determinadas, é procurar as palavras certas para excitar o pensamento, para acalentá-lo, para acarinhá-lo...
Buscar diversas formas diferentes de contentar o espírito, a essência... a essência de quem eu amo. Fazer feliz a quem eu amo, considerando que o amor-próprio deve ser o maior, o primeiro, pra que eu possa amar ao outro de forma consistente e verdadeira. Passar a conhecer meu próprio mundo, e o de quem eu amo. Conhecer sem julgar, sem invejar, sem conjecturar... apenas conhecer e amar... plenamente.

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