Quando pequena eu nem podia imaginar que amor existia, eu apenas o sentia... pelo meu pai, minha mãe, até pela minha irmã que tava na barriga da mulher do meu pai. Existiam algumas pessoas que eu amava, mas que pela falta de contato eu não me dava conta daquele sentimento. Tenho um grande defeito, quero apalpar pra sentir o amor. Se o amor fosse um objeto palpável ele seria algo que passasse grande segurança pra nós. Ser humano tem tantos defeitos, e como se não bastassem todos os outros, ele também precisa apalpar as coisas. Mesmo sabendo que apalpar nem sempre é imprescindível, mesmo sabendo que sentir é o que vale, que direcionar pensamentos é o que vale, que eu amo de verdade...
Tem uma oração de São Francisco que eu gosto demais:
“Senhor, fazei-me instrumento de Vossa paz
Onde houver ódio que eu leve o amor
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
Onde houver discórdia que eu leve a união;
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais, consolar que ser consolado;
Compreender que ser compreendido, amar que ser amado, pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.”
Quero aprender essa lição, acarinhar mais que ser acarinhada.
Quero amar de verdade a despeito da regra geral dos casais. Quero confiar.
Quero amar.
Um comentário:
Eu não entendo o que é o amor, nem saberia descrevê-lo. Só sei dizer que amo. Não entendo, só entendo que sinto ele, apesar de não saber o que ele é, o amor.
Descobri o amor quando descobri você, Patrícia.
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