18.3.08

Sobre os livros

Existem livros que mesmo com um peso muito grande são bonitos, gostosos de ser lidos, e logo que penso assim, lembro de "Trabalhadores do mar". Diálogos são como livros, devem ser preenchidos com palavras boas que enobreçam os envolvidos e engrandeçam o coração, que preencham o coração. Daqueles livros ruins eu não quero nada.

Hoje eu li uns diálogos desagradáveis, como estes livros ruins, pesados e terríveis, que amargam e diminuem o coração. Me senti mal ao ler, e me dei conta que minhas conversas são livros, quem sabe pequenos textos. Se me calo ninguém guarda nada.
Se me embrenho em caminhos de boas palavras, de conversas leves, cativo o ouvinte.
Se me busco caminhos tortos, escuros e de mata fechada eu deixo que me ouvinte se perca num mundo muito ruim de se ver livre.

Acho que ninguém quer ser lembrado como um livro ruim ou um livro chato, extremamente técnico. Acho que todo mundo deveria ser lembrado como um Trabalhadores do mar, ou então nos breves textos encontrados em "Transparências da eternidade", ou quem sabe ainda em algum daqueles de Gustave Flaubert.

O importante é renovar o diálogo e os pensamentos. A partir daí os diálogos serão vivificados. É importante ouvir novas músicas também, para que a voz possa ter novas doces melodias, ter novos sons.

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