25.5.08

O Pequeno Príncipe

- Por favor... cativa-me! – disse a raposa.
- Bem quisera – disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? – pergunto o principezinho.
- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte, o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... é preciso ritos.

2 comentários:

Frederico Oliveira disse...

Nossa, esse livro num tem nada a ver com criança. Chorei tanto lendo o Pequeno Principe. Só vou ler ele de novo daqui uns 5 anos.

"Somos eternamente responsáveis por quem cativamos."

ótimas lembranças da leitura desse livro!

;-)

Menina de óculos disse...

Eu sou do tipo que acredita que toda vez que vc lÊ alguma coisa, vc percebe nela algo novo...eu acabei de perceber coisas novas nesse trecho aí...alguém bem que poderia ter me lembrado disso antes...

bjss