Eu sou como crianças, sempre assisto ao mesmo filme muitas vezes, não seguidas, mas são muitas vezes. Assisti, novamente, ao "Dança com Lobos", um filme lindo, que prima pelo diálogo, roteiro, tão em falta hoje em dia.
No fim do filme, o índio Vento no cabelo grita para Dança com Lobos:
"Dança com Lobos, não percebe que sempre serei seu amigo?"
Hoje me perguntaram se eu sinto saudade do Acre. Sinto. Sinto falta dos meus amigos. De Rio Branco eu não gosto de bastante coisa, de Blumenau também não. Os "estúpidos" são sempre mais estúpidos onde vivemos, talvez por isso exista mais valor nos meus amigos de Rio Branco.
A saudade está em pequenas esquisitices, exemplo: ver um Celta me lembra a Francielle, procuro não olhar para a placa para não estragar a imaginação. Ver um Palio me lembra a Yana, também mantenho a postura e não olho a placa. Sobrenomes, pessoas parecidas.
Ser sempre amigo deve ser morar pra sempre na mente daqueles que amamos. Por enquanto, talvez, exista um ou outro bom amigo blumenauense morando no meu coração. Mas os velhos têm sempre o pôr-do-sol, inconfundível, visto da Gameleira como plano de fundo da imagem.
“o caminho para o verdadeiro ser humano é o que realmente importa nesta vida”
Pássaro Esperneante
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